sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Suave

Como o vôo das borboletas
Quero acordar-te pelas manhãs
E com um aroma verde de maça
Beijar-te bem devagarzinho.

Não quero assustar-te
Quero seu sorriso envaidecido
Por mais um dia ter nascido
E juntos vivermos nossa história.

Brisa fresca com carinhos de pelúcia
Para você Maria Lúcia
Apenas um toque sem vontade de tocar
Tão suave como o mar.

Ao lamber a praia do amor...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vida de inseto


Estamos aqui neste mundinho
Somos insetos com certeza
Mas somos bonitos por natureza.
E essas pintinhas são uma beleza.

Então neste mundo de Raimundo
Que cabem bichos de outros mundos
Não passamos despercebidos
Por que você certamente nós notou.

E assim é nosso dia
Comer, brincar e sobrevoar
Capim aqui ou acolá
Pousar e decolar.

Parece pouco meu amigo
Mas você não sabe do perigo
Que é viver sendo pequeno
“Uma longa vida de inseto”.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A rosa e eu

Num dia era a rosa
No outro dia era eu
A rosa e eu...
Só nos dois na fita.

A rosa foi ficando vermelha
Eu fui ficando calado
A rosa de repente murchou
E eu fiquei sozinho.

Mas a rosa deixou os espinhos
Agora são os espinhos e eu.

Autor Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

“Viver é muito perigoso”




“Já me disseram que viver é perigoso”
Mas eu digo que viver é mui gostoso
Embora não possa levar a vida muito a sério
Pois dela jamais sairei vivo mesmo.

Então resolvi entrar na brincadeira
Nesta terra de facetas tão opostas
Onde a tocaia sempre à frente nos espera
Em cada vereda uma cobra vive e outra morre.

Uma travessia, um chocalho de serpente.
Um repente e um coração que perde o pulso
Vamos tombando feita a cana na roçada
Uns a noitinha e outros no romper das madrugadas.

Por isso amigo, digo que viver é mui gostoso.
Por não saber quem sempre vai primeiro
Se o plantador ou o ceifeiro
O escritor ou quem esta lendo este poema. 

sábado, 24 de setembro de 2011

Oásis


Já não vejo mais miragens
Minha boca enfim salivou
Vejo coqueiros e paisagens
Num oásis de amor.

Meu camelo em disparada
Pelo solo me arrastou
Ao encontro das frescas águas
Que minha sede saciou.

Como pode em um deserto
Neste sol incandescente
Um paraíso bem verdinho
Aparecer tão de repente.

Nossas vidas têm areia
Tem areia de montão
Mas depois daquelas dunas
Pode está seu coração.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Místico


O pescoço lhe era o forte,
Nele amontoava amuletos.
as forças do bem e do mal estavam ali
Penduradas em seu corpo.

Não tinha medo de nada,
Considerva-se conhecedor do além,
Dono de todas as misangas do mundo
Era um homem de fé...

Místico
Morreu sem saber...
Qual dos amuletos quebrou-lhe a sorte.

Autor: Gilberto Ferandes Teixeira

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Dia de visitação

 
“Surpresa”
È quando se abre uma caixa
Seja de correio ou de e-mail
E lá naquele cantinho...

Um verso ou um comentário de
Alguém muito especial
De alma elevada que lhe visitou.
Você fica de fato lisonjeado.

Até meio encabulado...
Por saber que também é especial
Muito obrigado a todos vocês
Razão da existência

Dessa "metalurgia das letras"
Que “O Senhor vós abençoei”

5.000 Acessos

Eu só queria dizer a todos vocês
Muito obrigado pela força.
E não deixem de visitar o blog.
Desculpem, pois às vezes a poesia.
Também tem outros endereços...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Areia movediça


Há um vento de mudanças
Novas oportunidades
Deixemos as magoas e as lembranças
Em arquivos de saudades.

Viva a vida na esperança
De novidade em novidade
Espalhem as suas alegrias
Pelos cantos das cidades.

Deixem a areia movediça engoli as vaidades
O tempo traz as experiências
E a vida fica bem mais fácil
Depois de sairmos da lama.

Nunca mais seremos os mesmos.

Autor Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Motivos in-versos


Eu choro
Porque o choro insiste
E a minha vida não está completa
Não sou alegre, nem sou triste.
 Sou discreta.

Prima da realidade e dos momentos
Atravesso noites em pensamentos.

Se construindo ou desfazendo
Pouco importa
No fim das contas com dores nas costas
Já estou morta.

Sei que o choro é tudo
Tem amargo eterno e soluço ritmado
Mas se hoje estou muda
Amanhã posso está calada.

Autor Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mona Lisa


Fiz uma viagem no tempo
E te encontrei sorrindo
Um sorriso enigmático
Para não dizer sarcástico.

Para você o relógio parou
Imóvel nessa tela
Seria um sorriso de homem?
Ou seria sorriso de donzela?

Filha do renascimento
De Leonardo e os seus inventos
Ele se inspirou em um espelho
Puro narcisismo...

Imagino-te Gioconda
Com este seu “olhar 43”
Perseguindo-me por todos os lados
Repetindo o código da Vince.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 18 de setembro de 2011

Planeta Bizarro


Não sou o supermam
Mas vivo em um planeta bizarro
“O beijo amigo”,
“Pode ser a véspera do escarro”

“E esta mão que vil que afaga”
“E a mesma que te apedreja”
“Tu para amenizar as dores tuas”
“Eu para amenizar as dores minhas.”

Nestas dimensões de horrores
“Onde o cantochão dos dínamos profundos”
Podendo mover o mundo, ficam parados.
Eu querendo lhe dizer tudo fico calado.

Neste mundo quadrado
Aonde, para a paz se vai à guerra.
Para o amor se deve sentir a dor
E para realizar os sonhos
Somente decapitando as utopias.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Louco


Montado no vento
Arrastando paixões
Cavalgando pensamentos
Assim vai o louco.

Desvairado em sua poesia
Mas parece um projétil
Uma bruxa na vassoura
Tentando conquistar a lua.

Não há nexo nem anexo
Nem aliança de noivado
Todo louco é maluco
Todo maluco é pirado.

"Tá Todo Mundo Louco! Oba!..."
Mas louco de verdade
Não é só quem rasga
ou põem fogo em dinheiro?

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fazendeiro do ar


Sou mais um fazendeiro
Porém não crio gado
Não crio cabras
Não crio porco.

Na minha fazenda
Não existem cercas
Não existe curral
Não existem limites.

Meu gado são letras
Minhas cabras palavras
Meus porcos são fatos
Meus fatos são pessoas.

Na minha fazenda
Tudo pode
Nada impede
As coisas cooperam.

Sou mais um fazendeiro
Minha fazenda fica nos ares
E todo dia quando acordo
Faço questão de inspirá-la.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Silhueta

 
Não a conheço
Mas tenho sua silhueta
Riscos meus
Sombras suas.

É pouca coisa
Estes traços
Esta caricatura
Este contorno.

Mas eu a desenhei
Pelo cheiro
Pelo tato
Pelo fato.

Dois grandes rabiscos
Um para cima
Outro para baixo
Nada no meio.

A não ser devaneios.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A poesia das poesias


Escrevo
o verso total
De voz única
universal.

Talvez insana
e diferente
A poesia das poesias
nasceu doente.

Tão pálida com a bruma do mar
tão branca como a neve no ar
Ela acalma a dor
pois nos faz sonhar.

Fala de paz em um mundo de guerras
é muito louca e desvairada
Ela rompe o silêncio das madrugadas
dorme com bêbados sobre as calçadas.

Escrevo
e dou-lhe vida
Mas ela insiste em morrer
de amores...

Por outros poetas...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Coração Bonsai



Tenho um coração
Podado,
Dele retirei amores
Retirei sonhos.

Este coração
não vai mais além,
Ele agora é pequeno
tem poucas raizes.

Meus amores agora
estão definidos,
Mãe, mulher e filho
Também o meu pai.

Mas é um coração
Florido,
Dele brotam poesias
e poemas.

Não é um coração
aventureiro,
Mas não possui limites
para a vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estação 02 (VZP)


“O tempo e o vento”
São duas constantes
Cortantes
Das almas.

Fiquei nesta estação
Por muitos anos
Meu trem nunca partia
Até me tornar um adulto.

Agora estou distante
Como um vagão esquecido
Meditando sobre a vida
Adormecido sobre os trilhos.

Tinha tantos sonhos...
Queria conhecer o mundo
Tinha alma de passarinho
Em um corpo de criança.

Mas hoje estou real
Senti o corte do tempo
Senti o frio do vento
E a minha poesia desvairou-se

Na estação da vida
Tive apenas encontros
Fiz muitos retornos
E completei a lista das saudades.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

sábado, 10 de setembro de 2011

Despedida.




“Desde o momento em que se nasce”.
“Já se começa a morrer”
Ontem parte de mim morreu
Meu velho e amado avô.

Fui ao seu enterro
Belo funeral
Primos parentes, filhos, netos e sobrinhos.
Reencontramos.
A vida é um encontro
A morte é uma desculpa
Um chamado
Para colocarmos as contas em dia.

Não houve choro
Só lembranças e baixos murmúrios
Ele descansou com seus 90 anos
Sentimos um grande orgulho.

Ele deixou muitas histórias
Deixou acima de tudo, gente!
Muita gente, netos
Inclusive eu.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O corpo


Apenas um corpo
Que vaga
Na luz
Nas trevas.

Um corpo
Sem pretensões
Anônimo
Solitário.

O mesmo corpo
Nu
Desejado
Abandonado.

O velho corpo
Cansado
Suado
Fétido.

Apenas um corpo
Banhando
Se olhando
No espelho.

Sem vaidades
Sem sonhos
Sem utopias
Sem reflexos.

                                        Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pátria

Nas minhas aulas de “OSPB”
Que os anos não trazem mais,
Eu aprendi que a pátria,
São pessoas que falam a mesma língua,
E defendem os mesmos ideais.
Mas os anos se passaram,
E as mudanças foram chegando,
E tão “sonhada liberdade”,
Libertinamente...
Espalhou-se pelas cidades.
“Meu Brasil varonil Terra de samba e de pandeiro”
“Não permita Deus que morra, sem que volte para lá”.
“Minha terra tem palmeiras onde canta o sabia.”
“Dos filhos deste solo és mãe gentil Pátria amada Brasil”
A revolução de 1964, o RPM e sua rádio pirata,
“Que pais é este?”
“Somos todos índios?”
"Ainda estou te esperando na lanterna dos afogados”
Acredito nas “flores vencendo os canhões”
Mesmo depois do massacre na praça da “Paz Celestial”
Pátria é isso!
São todos brasileiros e brasileiras,
Que não deixem a peteca cair.
Que valorizem o seu rincão,
Mas que tragam os pés no chão,
E que não se esqueçam da história,
Para não cometerem os mesmos erros de outrora.
Brasil! Ame-o!
Nunca o deixe
E esta pátria lhe será eternamente gentil.
Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O beijo.

Quero um beijo
Vermelho
Quente
Incandescente.

Quero um beijo
De beija-flor
De sai lágrimas
De ficar amor.

Quero um beijo
Ardente
De pimenta
De hortelã.

Quero um beijo
Daqueles
Inesquecíveis
Inacreditáveis.

Quero um beijo
De cena
De paixão
De cinema.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

domingo, 4 de setembro de 2011

Saudades


Volto à praia a sua procura
Mas não encontro nada além do mar
Ando pela areia e escrevo seu nome
Tendo ainda esperança no seu regressar.

Então uma flor
Que ninguém plantou
Diz-me calada que você voltará
Como a bruma que paira no ar.

De longe um mastro
E um velho farol me faz recordar
Que seus passos desapareceram
E suas lembranças ficaram.

Então, volto às areias.
E escrevo apenas “saudades”

                                              Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A praia


Não vejo mais seus rastos na areia
Ele partiu na primeira caravela
Sinto agora apenas o seu perfume
Por entre brumas e vagas.

Fiquei sozinha
Ao sol
Secando...
Perdendo vida.

Quem me vê assim florida e solitária
Pode pensar que estou feliz
Mas estou roxa
De paixão...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira
  

Cristal


São muitas as facetas da vida
Em um cristal de sonhos
Vamos construindo castelos
Com areias e pensamentos.

Os dias e as noites
Tudo nos sugere encontros
A praia deserta
As miragens e as dunas...

Há um ângulo por entre os olhos
Onde a luz que nos separa
Forma a sombra que nos une
Somos feitos de silício.

Ainda trazemos traços de ouro
Somos de uma mina rica
Queremos purificar nossas almas
Tirar a ganga das dores.

Temos um prisma escondido
Podemos até brincar com as cores
E assim como os amores
Vamos colorindo a vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira