quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Museu de novidades

Nossos dias passam...
Um após o outro
E as mudanças são com vento
Não mais impressionam.

Tudo parece está num marasmo
O mesmo locutor da rádio Fm
As mesmas músicas
Os mesmos amigos da facebook.

As mesmas datas de aniversários
O mesmo cantar das cigarras
Os mesmos olhos dos vaga-lumes
A mesma piada repetida.

O mesmo nascer e por do sol
A mesma aurora boreal
O mesmo grilo de ontem à noite
O mesmo galo na madrugada.

O telefone toca...
Mas um amigo se foi...
Os mesmos choros se fazem
É as mesmas lembranças ficam.

Um poeta reescreve um poema
Com os mesmos versos desgastados
Não havia mudanças no paiol
Somente no museu de novidades.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Arrancando sorrisos.

Estou enrolando nuvens
Enxugando o céu
Acalmando os ventos
Recolhendo relâmpagos.

Quero um dia limpo!
Sem nuvens
Sem cinzas
Azul e claro.

Estou varrendo os ares
Tirando os rastros
Dos jatos
Das penas.

Estou a pleno vapor
Respirando fundo
Na busca
Na saga...

Quero apenas chegar
Na ilha dos seus olhos
Secar suas lágrimas
E arrancar seu sorriso.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Acácia

Meu coração...
Amanheceu amarelo
Vestiu um véu amarelo
E saiu do seu castelo.

Então quis saber o motivo
E fui às ruas perguntar
As flores ficaram caladas
Mas uma resolveu falar.

A acácia estava florida
Com cachos nos cabelos
Esperando meu coração
Passar.

Fiquei ali enamorado
Com os olhos ofuscados
De tanto amarelo
Ganhar...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 27 de novembro de 2011

Entre dois amores.

Estou assim...
Entre dois amores
Vermelhos...
Apaixonados.

Privilégio de poucos
Ser querido
Ser desejado
Ser dividido.

Mas como agradá-los?
Se posso feri-los
Machucá-los
Ou até mesmo murchá-los.

Vou colher os dois?
Não vou colher nenhum!
Talvez seja melhor
Dar um deles para você.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 26 de novembro de 2011

O homem da ilha.


Sou um naufrago...
Esquecido
Perdido
Sozinho.

Vivo!
Nesta pequena ilha
Chamada
Consciência.

E por mais que tento...
Partir
 Permaneço
Em mim mesmo.

Autor;  Gilberto Fernandes Teixeira.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Descanso de tela


Já determinei o tempo
Dei um minuto de intervalo
Estou vendo slides
Estou apreciando flores.

Minha tela esta viva
Nela cultivo meus canteiros
Escondo as flores dos blogs
Também as flores que fotografei.

Confesso que fico louco
As cores me enfeitiçam
Sou um beija-flor computadorizado
Meu beijo é apenas um clik.

E elas vão passando
Como rosas e margaridas
Deixando apenas um rastro
No desktop da vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A porteira

Bem vindos!
Ao meu sitio
Entrada do meu peito
Porteira das saudades.

Estrada de terra batida
“Poeira vermelha”
Subindo em direção a serra
Perto dos meus olhos.

Nada além da vida
“Uma fazenda nos ares”
Destino incerto!
“Grande sertão veredas”

Bem ali me escondo
Num beco de cerrado
Onde o sol sempre dorme
Antes de terminar o dia.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O mar


Parei em frente ao mar
Não das belas praias
Mas do lago profundo
Dos pensamentos.

Imaginei grandes mistérios
Donde saia tantas perguntas
Tantos sonhos
Tantos pesadelos.

Fiquei abismado
Com tanta água
Mas quis ter um submarinho
Para descer calmamente.

O mar é como os seus olhos
Azuis quando vistos de perto
Verdes quando vistos de longe
Negros quando nos aproximamos.

O mar e seu cheiro de sal
Suas baleias e seus monstros
Testou a minha coragem
E me fez sentir homem.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O beijo.

Eu fitei nos seus olhos
Completamente...
Cruzamos almas
E nos beijamos.

Tinha sabor de mel
Uma colméia divina
Seus lábios rubros
Com cheiro de mulher.

Ficamos ali respirando
O ar de ambos
Os sonhos dos dois
Bebendo saliva como vinho.

Embriagados de amor
Queiramos um beijo rápido
Mas foi bem devagarzinho
Sem pressa e apaixonado.

Depois você fitou em meus olhos
E não me lembro
De mais nada...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 20 de novembro de 2011

O trêm da saudade.

min
Ela não veio
Fiquei sozinho
Na estação da vida.

Decepcionado
Coração partido
Alma doendo
Sonhos perdidos.

mim pensei ligar
Para perguntar os motivos
Da demora
De desistência...

min! Não obtive reposta
min tomei uma decisão
E embarquei sozinho no trem
“Da Saudade.”

Autor: Gilberto Fernandes Teixei5a

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O cuco.

Estou dando cordas
Aos pensamentos vagos
Aos gritos sem ecos
A poesia sem rima.

Estou cabrunhado
Um pouco perdido
Um pouco achado
Nocauteado pela vida.

É o meu relógio biológico
Das madrugas insanas
Da vontade doentia
De uma vida vazia.

Meu ninho é no tempo
Saio e apenas digo cuco
Sou assim meio maluco
“Em plena metamorfose”.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A descoberta

Eu corri,
Corri como nunca.
Nadei,
Nadei como nunca.

Fiz até triaton
Chequei ao meu destino
Conquistei o 1º lugar
E entrei.

Agora!
Que passei
Pelo teste
Da vida.

E já penso
Ser alguma coisa
Descobri
Que fui pôrra nenhuma.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Proclamação da república

Hugo me traga os charutos cubanos
Vou me assentar na varanda da América
E soltar fumaças de liberdade
Embora saiba que fumar é proibido.

“Liberdade”! Liberdade!
Abra as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
“Dá que ouçamos sua voz”

15 de novembro de 1889
“É um contentamento descontente”
Brasil! Um sonho tão gentil
Liberdade, igualdade e fraternidade.

Talvez hoje não damos tantos valores
Aos sonhos que nos libertaram
Por que nosso sangue embora não derramado
Continua derramando.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vagões

Estamos todos parados na estação da vida
Enquanto a locomotiva não vem
Somos vagões carregados de paixões
Esperando a hora da partida.

Um a um em fila indiana
Sobre a mesma linha
Com o mesmo destino
Esperando ser puxados.

Ir ou ficar pouco nós importa
Somos apenas um elo desta composição
Nossa falta só será sentida
Em uma próxima estação.

Onde seremos descarregados!

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 12 de novembro de 2011

10.000 ACESSOS


PARABÉNS PARAVOCÊS MEUS AMIGOS!

BLOG DO NYLLSON
BLOG O GUARDIÃO
BLOG UTOPIA ATIVA
BLOG SIMPLEMENTE OPOSTOS
BLOG DO JOAO REGO
BLOG COR@ÇÃO DE MINAS
BLOG IGREJA EM PIRAPORA–MG
BLOG VIDEIRA ETERNA
BLOG DA GRACITA
BLOG FUCK MY HEART
BLOG FESTIVAL DE MENSAGENS
BLOG APÓS-MODERNIDADE
BLOG POESIA E TEXTURA
BLOG EEEF MIGUEL GUSTAVO
BLOG EMEF JUSTINO CAMBOIM
SITE LUZ DE LUMA YES PARTY
SITE JORNAL MUNDO JOVEM
SITE MARINA MARA DF
BLOG METALURGIA DAS LETRAS

Bolinhas de gude


Vejam estas bolinhas
Foram o meu primeiro arco íris
Partes de minha infância
Está impregna ai dentro.

Os olhos de Ritinha são verdes
Os olhos de Luiza azuis
Os olhos de Joana, café com leite.
Os olhos de Adriana, esferas.

Assim se passavam meus dias
Jogando bolinhas de gude
Não tinha outros universos
Pois todos estavam dentro delas.

Não sei por que crescemos
Talvez seja necessário mesmo
Mas se você olhar direito lá no fundo
Eu ainda estou dando tecadas.

E apesar dos meus sonhos se perderem
As bolinhas guardam segredos
Que serão revelados na eternidade
Sobre o que um autista pensa de sim mesmo.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O retorno


Ainda há tempo e saída
Nossa vida tem sempre um gargalo
Um ponto de escape
Um retorno.

Dar meia volta
Do caminho ardo
Das pedras cortantes
Dos espinhos e percalços.

Da luta em vão
De Davi contra Golias
Sem a ajuda de Deus
Do sacrifício tolo.

Mas logo ali está a placa
Volte!
Não tenha medo
Não tenha vergonha.

Desistir de um sonho
Deus lhe dará outros
Realizáveis
Que possa seguir em frente.

“Basta sonhar os sonhos dele.”

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A despedida

Ela me disse adeus
Foi o ultimo som de sua voz
Bateu a porta
Virou as costas e foi embora.

Nunca mais tive noticias dela
Não sei por onde anda
Não sei com quem dorme
Nem com quem desabafa.

Assim foi a nossa despedida
Um gesto impensável
Uma ação de loucos
Um partir de corações.

Hoje tive um sonho
Onde ela voltava sorrindo
E me pedia as chaves
Para abrir lembranças.

Mas assim que ela partiu
Uma dor imensa me consumiu
Joguei as chaves fora
E tranquei por dentro o coração.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Fumaça

Essa fumaça que passa
Que sufoca os meus dias
É uma fumaça sem graça
Da mais pura monotonia.

Meu horizonte sempre cinza
Meus olhos sempre ardendo
Meu coração pulsando
Mais por dentro morrendo.

Meu ar sem oxigênio
Minhas aspirações sufocadas
Minha vida esvai recendo
Meus sonhos sendo queimados.

É essa fumaça que passa
Que embaça minha vidraça
São os suspiros da morte
Aspirando minha sorte.

São as ilusões deste mundo
São as minhas utopias
Nada levam e nada trazem
A não ser um novo dia.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Perfil digital

Eu mandei o meu perfil
Para alguém analisar
Porém somente o perfil
Pouco pode lhe falar.

Era uma foto 3x4
E outros dados digitados
Mas não puderam dizer muito
Do perfil que está guardado.

Então, pediram meu avatar
E logo ficaram sabendo
De tudo que eu queria
Ou estaria escondendo.

Vasculharam-me por dentro
Analisaram-me por fora
Fizeram meu boneco 3 d
E depois me mandaram embora.

Com essa nova tecnologia
“Contrataram apenas o meu perfil
Digital.”

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 5 de novembro de 2011

Etenidade


Aproximo meu pensamento no infinito
e psicologicamente o transcrevo para
as areias virgens da memória.
Busco na imensidão do cosmo
uma estrela viajante para forjar a minha historia.
Solto o meu corpo no espaço
e deixo o vácuo limpar o meu espírito.
A matéria se debate ente a luz e o breu
e na agonia dos astros em células me desfaço.
Um ser alienígena recolhe meus fragmentos
em seu asteróide voador e me recompõe na forma original
Uma vez alimentado pelo pulsar das estrelas
vejo quão pequeno é o meu mundo.
Mergulho no buraco negro da vida
e observo que tudo é uma questão de tempo.
Então volto às areias e apenas escrevo eternidade...
Autor: Gilberto Fernandes Teixeira.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Entardecer


Hoje! O meu entardecer foi curto
Minhas nuvens estavam ralas
Meu céu estava quase vazio
E meu horizonte muito embaçado.

Havia nuvens cinza espalhadas
Pouco vento e a monotonia
O ar estava denso e quente
O coração parecia pesar toneladas.

Por pouco tempo encarei o sol
Ele se despediu com seu sorriso amarelo
Tudo estava começando a ficar escuro
E os pássaros já ensaiavam uma revoada.

Meu dia estava vencido
Minha mente estava cansada
E a minha poesia embora triste
Insistia em ficar comigo.

Autor Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Folhas soltas

Muitos outonos já se passaram
E eu nunca mais retornei ao lar
Estou fora de minha árvore
Sendo consumido pelo tempo.

Onde estarão os meus galhos?
E a minha seiva primitiva?
Estou enxertado em um ramo infértil
Não tenho nem sequer mais raízes.

Assim sou eu tão distante
Um ausente da minha terra
Em outra terra em busca da felicidade
Porque não floresci onde nasci?

Aqui sou mais um filho pródigo
Não tenho regalias e nem privilégios
Às vezes sou escravo das horas
Meu labutar não tem valor.

Não me lembro bem por que parti
Coisas do coração já me disseram
Um vento que solta as folhas
Um furacão que rouba sonhos.

E agora qual será o meu destino?
Como uma folha caída neste deserto
Nunca serei gauche na vida?
Ou lamentarei “coitado dele todo mundo”

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira