quinta-feira, 31 de maio de 2012

Combustivel



O sol,
O trabalho,
As lágrimas,
Pequenas perspectivas.

Meu dia de equilibrista
A vida exige forças
Ir além de nós mesmos
Das circunstâncias.

Os ângulos se fecham
As linhas se perdem
Os limites não existem
Só uma trilha persiste.

Tenho que voltar
Sobre o vento
Tenho que voltar
Sobre as águas.

Ainda é cedo
Ainda há tempo
O coração é uma máquina
Movida a esperanças.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 29 de maio de 2012

No balanço da rede.



Eu me balanço
Neste momento
No vento
Dos meus pensamentos.

Meus pés não tocam no chão
Meu coração quer descanso
Minha visão pede calma
Minha rede é meu único carinho.

Não fumo,
Não bebo,
Não trago ilusões
Meu dia foi pesado.

Eu me balanço
Na penumbra da noite
Ao som dos acoites
Das ondas do mar...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 28 de maio de 2012

As cidades


As cidades...
E as suas necessidades...
Rodando pelas ruas
Nuas e pavimentadas.

Encruzilhadas!
Pontos...
De partida,
De chegada.

Passos,
Pernas,
Poeiras,
Descalços e calçadas.

A humanidade!
“O bico homem”
“O luxo e o lixo”
“Garota de Ipanema”

Veículos acelerados
Animais subjugados
“Vida de gado”
O meio fio...

A paz e a violência
A calma e a impaciência
Edifícios...
Arranha céus...

Pensamentos...
Celulares,
“O bêbado e o equilibrista”
Cemitério da vida...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 26 de maio de 2012

Vestido azul



Quando te desenhei
Soltei teus cabelos ao vento
Fiz-te voar...

Quando eu te desenhei
Eu podia beijar o teu rosto
Afagar a tua pele.

Quando eu te desenhei
Tu eras minha somente
E tinha uma face de deusa.

Quando eu te desenhei
Usei lápis de ceras
Réguas e compasso.

Quando eu te desenhei
Tua boca me chamava de amor
E os teus olhos me fitavam.

Quando eu te desenhei
Tu eras a minha musa
A minha poesia pintada.

Quando eu te desenhei
Dei-te um vestido azul
Com o qual desfilas nos céus.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O lápis.



Nada além de um lápis...
Correndo por sobre uma folha branca
Se desgastando a procura do vento
Na releitura dos meus pensamentos.

Faço sombras,
Faço desenhos,
Silhuetas de mulheres
E cavalos correndo.

A tempestade está na ponta dos meus dedos
Trêmulos raios e vorazes trovões
Desenho a chuva caindo
E janelas embaçadas.

Nada além de um lápis sem palavras
De uma folha sem poesia
De ventos e sentimentos
Na releitura dos meus sofrimentos.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O olho da noite.


Branco e preto
Luzes e sombras
À noite engolindo o dia
As cores do silêncio.

Despedida!
Adeus com os olhos
Pedaços de sonhos
Mergulhos no nada.

Buraco negro
Gatos no escuro
Eclipse lunar
Penumbras da rua.

Imaginação!
O que mais eu vejo?
Talvez um desejo
Que não posso expressar...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sem sintonia.



Minha bobina está aberta
Meu diodo zener...
Meus capacitores amassados
Minha sintonia complicada.

Tento em vão captar as ondas
O espaço é muito vasto
A distancia é muito longa
O seu sinal é muito fraco.

Já tentei mudar as antenas
Coloquei maiores transistores
Regulei o ângulo da recepção
Mas você se perdeu pelo caminho.

Nosso radio ficou calado
Sem eco e sem som
Agora só existe um ruído triste
De um amor que não desiste...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ícones



Fica decretado!
De agora em diante
Tudo terá ícones
Para seguir caminhos...

Os caminhos do meu coração.
Dos meus pensamentos
Dos meus sonhos
Da minha liberdade de expressão.

Quero um ícone global
Que caibam milhões de ícones
Com desejos dentro
Com vontades dentro.

Quero aquele ícone incógnito
Para o próximo ícone
Que ainda não inventei
Mas que já sei que ele existe.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 19 de maio de 2012

Ela!



Ela é assim...
Espetacular!
Um sonho de mulher
Uma máquina de amar.

Seu sorriso é flor
Cheiro de primavera
Ela se abre em versos
Quando alguém lhe paquera.

Ela é assim...
Toda desvairada
Mas pode ficar toda assanhada
Por saber que é amada.

Seu olhar 43
Já me diz que vai embora
Ela é a poesia
Que ninguém sabe aonde mora.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O sonho.



A vida é um sonho...
Pois estou sonhando vivo
Nada além de lembranças
E vagas memórias.

Tudo o que fui
Tudo o que serei
O meu passado
O meu futuro.

Eu já vivi em outros sonhos
Adormeci sobre mim mesmo
Imaginei voando nas nuvens
Nascendo e morrendo.

A vida é um sonho...
Uma Branca de Neve adormecida
Imaginado o seu cavalheiro
Vir beijá-la em seu corcel da morte.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Caleidoscópio



Tenho ajuntado espelhos
E pedras coloridas
Tenho escrito poemas
E soltado balões.

Minha vida é um caleidoscópio
Que não repete formas
Meus ângulos são distintos
Minhas rimas escassas.

Sou multiforme...
Tenho um camaleão por dentro
Mas não sei misturar as cores
Nem distinguir os amores.

Estou sempre formando imagens
Fractais incompletos da vida
Lampejos de luz
Momentos que duram pouco.

Lágrimas coloridas...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A pessoa na pessoa.


Como pode?
Duas pessoas em uma só pessoa
A primeira pessoa dentro de mim
E eu dentro da minha segunda pessoa...

Não sou aquela pessoa que você imagina
Nem sou aquela pessoa que imagino ser
Mas sou duas novas pessoas
Falando da mesma pessoa.

E para completar a minha primeira pessoa
Devo sempre consultar a segunda pessoa
A qual sabe mais de mim
Do que eu mesmo.

“Tudo vale a pena”
Se a alma da primeira pessoa não é pequena...
"Tudo vale a pena"
Se as duas pessoas dentro de mim se amam...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Metal contra as nuvens.



Minha termodinâmica é única
Meus  pensamentos são isobáricos e isotérmicos
Estou fundido minérios e minerais
Arrancando gangas e escórias

Há suor e dor no meu trabalho
Metalurgia e siderurgia
Corpos quentes exalando calor
Entalpia livre, metal e sonhos.

Vou fundindo o aço, forjando formas.
Gerando riquezas
Vapores quentes de vulcões
Homens de ferro e robôs.

Transformações,
Acomodações,
Produções,
“Metal contra as nuvens”


Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Abstração



O vôo negro
Como a noite
Um morcego
Zero no cociente...

Buracos de bala
Alvo cego
Negras vagas
Pensamentos insólitos.

Solto gritos!
Ouço ecos de silêncio
Memórias apagadas
Silício quebrado.

Os vãos estão vazios
Os degraus soltos
Não há teto
Nem escape.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 6 de maio de 2012

Supermoon



Abóbora gigante
Walloween na note
Passos de felino
Sombras apressadas.

Olhos de vaga-lumes
Correndo...
Coração pulsando
Aos extremos.

Planetas, satélites
Aproximação
Sensações
Beleza, terror.

Apenas uma lua cheia...
Cheia de si mesma.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sempre-viva!



A saudade é dor que não passa
Sempre-viva em meu coração
Eu me abro sempre em flores
Mas não é em qualquer estação.

Olho o sol no romper da aurora
Absorvo a luz que ainda finda
Alimento meus pensamentos
E me fecho no romper das horas.

Tenho sonhos de menino
Brincando sem direção
Meus instantes são pincelados
Perdidos na escuridão.

Ponho um olho no mundo
Fecho o outro para meditação
Passo vazio e tédios momentos
Na obra da estagnação.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Navegar é preciso!

Ao sabor das ondas
Solto meu coração
Sou uma nau que desliza
Rumo ao infinito...

“Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará”
“A vida vem em ondas”
E vou pro mar
Porque é lá que vou navegar
Navegar é preciso...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Chichá poetico



Mais um dia vencido!
Pode lhe parecer pouco...
Enfim mais um entardecer
A boca da noite...

Quantas flores você viu nascer hoje?
Quantos olhos lhe viram cruzar o caminho?
Vou percebeu tudo?
Ou passou despercebido?

O que mais lhe chamou a atenção?
Você poderia me responder? Nada!
E eu lhe diria, no entanto.
Que vi o nascer da poesia....

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia do trabalho



Hoje não fui trabalhar...
Se o trabalho me dignifica
Também me faz desgastar.

Com o suor do meu rosto
Devo batalhar o meu pão
Devo receber um salário.
Depois da tal malhação.

Mas trabalhar não é pecado
Até se tornou algo bom
Ser um privilegiado
Diante de tal situação.

Quem trabalha tem mais honra
Já conhece o sacrifício
Faz de tudo com corinho
Por amar o seu serviço.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira