segunda-feira, 29 de abril de 2013

Houve amor.


Na calada da noite
Próximo as ondas do mar
Às sombras de um velho castelo
Existem lembranças fantasmas.

Pois havia um rei
Havia uma rainha
E de fato se comprova
Que nunca houve amor assim...

Autor:  Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 23 de abril de 2013

Natureza morta.


Quero pintar uma natureza morta
Numa parede torta
Atrás da porta
E comer caquis vermelhos escondido.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 21 de abril de 2013

Tempo de espera.


O meu coração é um vulcão
Cujas lavas correm para o mar
Se esfriarem vira ilha
Se aquecerem vira ar.
 
Ele estoura lá na praia
Para a areia formar
Na esperança de que um dia
Você venha à praia banhar.
 
Meu amor é um vulcão
Cujas lavas correm para o mar
Ele lhe aguarda no tempo
No tempo que ainda vai chegar.
 
Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 17 de abril de 2013

No vácuo.



Fechos meus olhos
Tampo meus ouvidos
Perco em mim mesmo...
- Quem sou eu?

Mergulho no escuro
No profundo abismo
- Onde estou?
Sou solitário, sou silêncio.

Ouço minha respiração
Há uma ânsia pelo oxigênio
Um coração que pulsa
Um cérebro que pensa.

A vida é uma chama frágil
Um lampejo
Um desejo
Um sonho no meio do vácuo.

Abro meus olhos
Religo meus faróis
Respiro profundamente
E salto de volta para o mundo.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Flores digitais.

 
Vivo horas insanas
Sem percebê-las no relógio
Eu coleto flores em um jardim eletrônico
E ofereço mensagens aos corações distantes.
 
Minha poesia é digital
E alcança mundos ignorados
Sou apenas um e-mail chegando do nada
Palavras de amizade em um blog colorido.
 
Minhas ideias nascem do branco
Das páginas do Microsoft Word
Eu navego sem mar e sem navio
Realizo uma metalurgia sem fogo.
 
Eu encontrei um espaço no silício
Para guarda-te até a eternidade
Meus sonhos agora são metálicos e brilhantes
Resistindo a oxidação do tempo.
 
 Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

O elo que falta.

 
Eu lanço meu olhar
Nesta vastidão verde
A procura de um sinal
Se ela voltasse agora
 
 Completaria o elo
E a minha teia de amor
Estaria verdadeiramente
Completa.
 
 Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Duas metades um só coração.

Metade de mim em você
Metade de você em mim
Formando um só coração
Que podemos chamar de "nosso".
 
Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Estagnação.

Olhos e espelhos
Numa imagem refletida
A prata que brilha
A pupila que dilata.
 
Existe um mistério
Uma refração de almas
Um olhar que condena
Um perfil que não salta.
 
Estamos presos no tempo
Numa gaiola de vidro
Penumbras e corpos
Se decompondo no espaço.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Amiúdes.

 
Eu contemplo o sol pela janela
Eu tenho repetido palavras
Tenho repetido gestos
Tenho sonhado demais.
 
 Quem pintou estes tijolos cristalinos?
Fechou a porta do meu quarto
Condenou-me as sombras
E levou-me as esperanças..
 
Eu quero fugir e voar
Livrar-me destes devaneios tolos
“Eu quero te jogar  num pano de guardar confetes
Mas é inútil, pois existe um grão-vizir”
 
Autor: Gilberto Fernandes Teixeira