sexta-feira, 30 de março de 2012

Geografia


Um elo
Uma rocha
Uma flor.

Por dias
Anos
E décadas.

Sentido o desgaste
A sede
A esperança.

Frágeis
Ramos
Humanos.

Botões
Vermelhos
De pó.

Fragmentos
De tempo
E espaço.

Geografia
de uma
Vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sakura madura


Existe um olhar profundo
Que sai da alma
E desce ao fim do mundo
Um olhar de primavera.

Sakura madura...
Corações cor de sol
Paixões se pondo no entardecer
Paraíso na Terra.

Existe um brilho
Existe um lampejo
Um desejo
Uma poesia.

São apenas momentos
Intocáveis
Respiráveis
Onde os homens experimentam DEUS.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 28 de março de 2012

Adeus a Millôr



 “Não existe o tempo. Existe o passar do tempo.
Não adianta prever males futuros. Batatas apodrecem.
A alma enruga antes da pele.”.

O tempo, este mesmo que não existe!
Que apodreceu as batatas do Millôr
Que o levou para longe da gente
Este mesmo que enruga a pele...

Vão se as mãos ficam se a luvas....
Mais uma saudade...
Nada poderá preencher o vazio
O vazio do homem.

“O século XX nos deu o cinema, o telefone, o automóvel,
O avião, a penicilina, a asa-delta, o computador,
Tanta coisa maravilhosa. Mas a maior invenção
de todos os tempos é do século XXI, o Google.
A cultura prêt-à-porter.”

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 27 de março de 2012

Fogo



Sombras e luzes
Misturadas em meu corpo
Sou fogo
Incinerando o mato.

Assim vou deixando cinzas
Rastos de tinta
Preto no branco
Amarelo no marrom.

Sigo em frente
Queimando oxigênio vital
Em busca da poesia
Que arde na pira da minha alma.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 26 de março de 2012

Cartão postal



Sou um coqueiro a beira mar
Aproveitando a brisa
Minha pequena sombra
E meu imenso horizonte.

Não desejo nada além da ilha
Não estou só
Tenho irmãos ao meu lado
E já sei escutar as ondas.

Sou um cartão postal
Levo muitos homens a sonharem
E a pensarem no infinito
Onde com certeza eu já estou lá também.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 25 de março de 2012

O humor morre?

Leio os jornais
Assisto a TV
E paro no tempo
A meditar com os meus botões.

Tudo é noticia
Até a morte da alegria
O humor também morre?
Os humoristas estão partindo...

O mundo vai ficar mais triste?
Ou o mundo nunca foi tão alegre?
Até que ponto humor é insubstituível?
Será que outros humoristas virão?

A poesia é uma forma de humor
E quando morrem os poetas
A poesia fica viúva?
Vai ao seu enterro?

E no outro dia?
Dizem...
Que ela passeia
De mãos dadas com outros corações.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 23 de março de 2012

Metalurgia da vida



O fogo
O brilho
O metal
O homem.

À noite
A insônia
As labaredas
Os zumbidos.

As riquezas
Dissolvidas
Os sonhos
Derretidos.

O ferro
O aço
A metalurgia
Da vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

O equilibrista



Nesta vida!
É preciso lançar cordas
É preciso traçar metas
Não ter medo dos abismos.

É preciso caminhar por um fio
Sempre na expectativa da queda
Mas com os olhos na outra margem
Pisando com muita certeza.

Nessa travessia...
É necessária a vara do conhecimento
Para equilibrar nosso corpo
Ainda que ele balance mais não caia.

Nesta vida o equilíbrio é tudo
Para se lançar no horizonte
Traçar uma linha constante
E aproveitar com razão a vitória.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 21 de março de 2012

Caçador de mim.

Não tenho mais pressa
Meu mundo já foi muito rápido
Já sonhei grande demais
Mas agora me contento com o pequeno.

Não corro mais...
“Ando devagar porque já chorei demais”
E lhe confesso que não chorei em vão
Mesmo não tendo conquistado os desejos do meu coração.

“Meu mundo caiu”...
E foi você quem me fez ficar assim...
Cada dia mais carente, mas doente.
“Eu caçador de mim...”.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 19 de março de 2012

Mimetismo



Eu me disfarço
Sumo...
Desapareço
Fico invisível.

Mas quando você chega
Eu quero brilhar
Quero ser notado
Quero sair do casulo.

Minhas cores vibram
Minha lagarta morre
Meu lado duro amolece
Meu coração pulsa.

Só você tem este poder
De me fazer voltar à vida
Porque é a minha cara metade
Minha camuflagem de amor.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 18 de março de 2012

Sou fantasma!



Ando por sobre as areias
E meus passos estão sumindo
Sendo apagados pelo vento
Restando apenas saudades...

Olho para frete e vejo novos caminhos
Como é efêmera a nossa existência
Haverá sempre o que conquistar
E sempre o que irá se apagando.

Os esforços então seriam em vão?
Já que não restará pedra sobre pedra
Não há razão no desabrochar de uma flor
A menos que ela dê frutos?

E os meus passos?
Onde estão os meus passos?
De fato passei por aqui?
Ou fui apenas um fantasma no tempo?

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 16 de março de 2012

Juntos



Dei-me as suas mãos
Vamos caminhar juntos
Não olhemos para trás
É preciso seguir em frente...

Como duas flores
Presas por um galho
Um só objetivo
Um só fruto.

Ainda que eu morra
Ainda que eu só colabore
Minha existência terá valido a pena
Cumprimos a simples tarefa da vida.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 15 de março de 2012

Morangos do amor



Como uma pequena escada rumo ao céus
Ela foi subindo
Levando suas folhas
Mas deixando lembranças.

São pequenos cachos vermelhos
Que nos lembram morangos
Aqueles mesmos que comemos
Quando nos amamos...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 13 de março de 2012

Eternamente VV



Coloquei os meus pés na praia
Fui deixando rastros na areia
A água me seguia de perto
O sol estava tão sorridente.

Pensei em escrever o seu nome
Mas caminhei tão contente
Vendo o por do sol lá na frente
Então escrevi apenas eternamente.

Eternamente VV...
Por que sou assim
Tenho mil entardeceres
E girassóis dentro de mim.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tempo de poesia



O vento...
O tempo...
O tempo e o vento...
Soprando.

O coração...
A poesia...
A poesia e o coração
Pulsando.

Os sonhos...
A vida...
A vida e os sonhos
Realizando.

A bicicleta...
A menina...
A menina e a bicicleta
Passeando.

A namorada...
As flores...
As flores e a namorada
Enamorando.

A poesia...
O poeta...
O poeta e a poesia
Declamando.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 11 de março de 2012

Ao verme.


Sei que tua boca me aguarda
Para me degustar por inteiro
A começar pela frente
A terminar no traseiro.

Mas quando comeres o cérebro
Lugar de minha ultima morada
Capriche na velha faxina
Para não deixar lá mais nada.

Vá com calma ao coração
Coma-o bem de mansinho
Que este sofreu de paixão
E nunca recebeu um carinho.

Quanto ao resto do corpo
Coma como quiser
Pode ser vorazmente
Com faca, garfo ou colher.

Mas por favor, não lamba.
Que odeio ser lambido
Coma sem fazer barulho
Quando estiver no pé do ouvido

E desde já lhe antecipo
Que tenhas um bom apetite.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 10 de março de 2012


Estou a colecionar seus selinhos amiga. Muito Obrigado!

Beber poético



O amor é feito um copo
Que transborda quando cheio
A solidão é um vazio
Que começa pelo meio.

Do orgulho sem vitória
Não vale a pena desfrutar
É o mesmo que vencer
Deixando sempre de lutar.

Viver a vida sem razão
Não compensa e não tem gosto
É como morder azeitonas
Se esquecendo dos caroços.

Mas em tudo há poesia
Basta apenas acreditar
Se da rosa ou do copo-de-leite
 Deixe seu coração provar.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sonhador


Ele encheu bexiga por bexiga
Fez penas do ar
Ficou leve com o vento
Assentou-se na poltrona dos sonhos.

Subiu e subiu...
Feito um pássaro nas térmicas
Feito um Ícaro sem asas
Como Ismália na torre.

Sentiu o frio das alturas
Esteve bem perto do céu
E despencou dos sonhos
Como um cometa.

 Desapareceu no mar
Como todo sonhador...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 8 de março de 2012

Por do sol


No enfado das horas
No peso dos dias
Arrastando...
Assim vai meu coração.

Solitário...
Por caminhos sinuosos
Por ruelas vazias
Por ruínas abandonadas.

O sol causticante
Faz-me serpentear pelas veredas
Sou nuvens vazias
Sou vento seco.

Meu horizonte vibra
Com o calor do mormaço
Com o cantar das cigarras
Até o findar da tarde.

Olho o sol se pondo
Pintando uma nova paisagem
Que me faz refletir
Que vida continuará firme pela manhã.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 5 de março de 2012

O vale



Correm meus olhos pelo vale
Até o pé da serra
Onde o sol se põe a tardezinha
Minha alma é um condor.

Planando nas térmicas
Sem esforços
Sou apenas o vento
Sou apenas um pássaro..

Este é o meu vale...
Lá esta à casa da minha amada
E ela está lá dentro
Sonhando em seus pensamentos.

O rio que passa
Leva nossa monotonia
E a cada dia que amanhecer
“Há paz no vale para mim”

Autor> Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 3 de março de 2012

O grito mudo.


Um dia eu gritei,
Gritei tão alto
Que não fez eco...

Noutro dia meu grito
Voltou vazio
E o engoli seco.

E foi assim...
Que fiquei mudo.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 2 de março de 2012

A jornada


Um passo de cada vez
Sem muita pressa
Sem destino
Como uma brisa.

Não chamo meus textos
De poesia
São apenas sussurros
E murmúrios da vida

Não me considero um poeta
Sei da minha frágil estrutura
Sou apenas um aventureiro
Neste espaço cibernético.

Sei que cheguei até aqui
Graça aos amigos que conquistei
Aonde irei não tenho idéias
Mas fui lançado no vento.

Um dia tudo se acabará
Mas meus versos ficaram em cristais
De silício ou em uma nuvem
Para onde vai à alma de toda poesia.

Autor> Gilberto Fernandes Teixeira

Muito obrigado aos blogs amigos.


Queridos!
Eu só queria dividir meu coração
Em 20.000 pedaços...
Mas já divide minha alma
Com todos vocês...
Muito Obrigado!
Pelo carinho de sempre.

20.000 Acessos!