segunda-feira, 30 de julho de 2012

Reciclagem



São apenas bolores
Sobre uma cerca que nada cerca
São apenas colônias
Sobre uma vida que se finda.

Para onde irão as matérias?
Dos corpos das árvores
Dos corpos dos homens
Não irão além do esquecimento!

Ou se perderam...
Na lenta e gradual metamorfose
Da reciclagem
De que nunca existiram.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Espinhos



Tive que modificar minhas folhas
São os anos de experiências ao sol
È uma pena que agora o que me protege
Possa ferir o meu grande amor...

Estes espinhos que arrancam lágrimas
Estes espinhos que arrancam sangue
Tornaram-me belo por dentro
Mas extremamente rude por fora.

Não tive outra saída...
Por que como dizia Ernesto Che Guevara:
Hay Que Endurecer”,
“Pero Sin Perder La Ternura Jamás”

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 22 de julho de 2012

O sonhador II



Sou apenas um raio de  sol no entardece
Esta foto pode falar mais de mim
Do que eu mesmo...

Nada além de penumbras na boca da noite
Um silêncio vindo do alto
Em direção a praia.

Meu sonho era voar...
Atirar-me do alto!
Mas sou apenas mais um sonhador fazendo poesia...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 21 de julho de 2012

A casa

Foto by: Carlos López Garcia

Apenas uma entrada
Apenas uma saída
Só por dentro ou por fora
Assim é minha casa.

Meu conforto?
São as sombras...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Roteador



Estou espalhando sonhos,
Distribuindo flores,
Rateando corações,
Mas gostaria mesmo...
De liberar o amor!

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 17 de julho de 2012

A pipa



Estamos soltando pipas
A nossa amizade é colorida
Mas não podemos reter a linha
Nada de correr atrás do vento.

Quem ama liberta...
Dá cordas a imaginação
Os verdadeiros amigos duram
Duram para sempre!

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O amor.



O amor...
É o rei dos sentimentos
Podemos nos deleitar em seu coração
Amar nunca é muito.

Havendo tristezas
Ele nós traz alegrias
Havendo ódio
Ele nos traz perdão.

O amor é assim...
Faz os poetas escreverem poesias
Faz os corações acelerarem
O amor é a pura energia.

O amor é a própria caridade
Sem amor nada seremos
Ele é maior do que língua dos anjos
 É o que restará da eternidade.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Pé de vento.



Roda mundo
Roda gigante
Roda moinho
Roda pensamento...

Quanto fizer 360º
Volte trazendo
Meu coração
Nesse pé de vento.

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mil desculpas

Enquanto um homem acendia o fogo com uma pedra de gelo
Um rio subia a montanha em uma corredeira lenta
Os pássaros pastavam e vacas sonhavam com “Buenos Aires”
Eu procurava dá sentido único a uma rua de mão dupla.

Foi então que subi para baixo e desci para cima.
Logo após virá à direita na contra mão esquerda
Fiz um balão com os pés e acendi a seta com os dentes
Mordi com força o volante e passei a marcha com os cabelos.

Acelerei com os olhos
Brequei com um grito
Bati no vento e amassei o para-brisa
Me pediram a carta magna.

E eu lhes apresentei mil desculpas...

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Eu e a poesia

Não!
Eu e a poesia não temos crises
A poesia é autônoma porque ela vai e vêm
Como o vento....

Ela pode entrar pelos meus ouvidos
Mas pode sair pelas pontas dos meus dedos
Não!
Eu não briguei com a poesia...

Nós só tivemos um leve desentendimento
Coisa de namorados...
Ela resolveu me dar um tempo
Foi viajar por outros corações.

Não!  Eu não estou com ciúmes da poesia
Não tenho motivos...
Mas fiquei sem versos e rimas
E vou ficar assim até ela voltar...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estação seca



São os desenhos e os mosaicos da seca
Meus olhos estão fundos...
Não existem nuvens sobre a Terra
A água evaporou-se.

Os esqueletos se amontoaram
O verde se tornou ocre
No horizonte só a poeira e vento
“Triste Vida Severina.”

Nada além de fissuras
Nos rostos, na pele e nas almas.
Nada além da agonia das cigarras
No labor de um canto de morte.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

sábado, 7 de julho de 2012

O lago



Minha alma é um lago
Um espelho d água
Um poço azul
A beira do caminho.

Não quero ir além
Da evaporação
Da transpiração
Das montanhas.

Quero ficar tranqüilo
Refletindo o sol
Refletindo o céu
E o vôo das águias.

Minha alma é um lago
E você pode morar
Nas proximidades
De minha profundidade.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Corrosão



Os dias passam
As poesias calam
As metalurgias param
Os sonhos se perdem.

Não! Nada sobrará...
A não ser corações partidos
Vidros quebrados
Utopias aos ventos.

Lobos solitários
Um preto fatal
Traços de saudades
Apagadas pela borracha do tempo.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Maria sem vergonha


Mas uma vez volto às flores em busca de socorro
Minha poesia está se desvairando
Vou acabar ficando sozinho...
“Maria sem vergonha”
- Volte para mim...
Amor!

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Sombrinha


Eu segui seus passos
Como um cachorro no cio
A procura do amor
A espera da sombra de sua “umbrella”.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

terça-feira, 3 de julho de 2012

Chumbo do amor.



O estampido da arma
À bala
E o sangue.

Um coração
Perfurado
Pelo chumbo do amor...

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

Parabéns ao Blog "Só Para Dizer"...


Amigos(as) é "só para dizer.. Que neste blog também tem poesia...

Boca


Cala-te boca!
Deixe que eu escreva teu nome
Em letras miúdas
E insignificantes...

Não ouse ó boca!
Sussurrar palavras de saudade
Deixe que a pena
Suje a alma deste papel.

Não diga nada!
Nem murmúres um ruído mórbido
Deixe apenas as lágrimas
Rolem por sobre os meus lábios.

Cala-te boca!
Em meus trêmulos soluços
E despeça-te dela
Com uma única palavra de adeus.

Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

domingo, 1 de julho de 2012

Eu?


Nada além de mim
Em mim mesmo
Interrogações
Ser ou não ser.

Ser o centro
Ser o sol
Ser o miolo
Ser o núcleo.

Nada além de mim
Em mim mesmo
Perguntando
Por respostas.

Sem sentido
Sem noção
Sem perspectivas
Sem retorno.

Nada além de mim
Em mim mesmo
Cercado de porquês
Como, quando e onde?

Autor; Gilberto Fernandes Teixeira